Facebook e WhatsApp no ambiente de trabalho, ajuda ou atrapalha?

Depende. Estamos falando aqui de dois ambientes de interação e de comunicação que já estão instituídos na nossa sociedade e dos quais não podemos fugir. Facebook e WhatsApp são uma realidade nas relações humanas. Só que no ambiente de trabalho, depende. Depende da atividade do profissional, na minha opinião.

Falo da minha opinião, porque neste vasto mercado no qual muitos tem a sua avaliação frente aos tantos recursos que são disponibilizados todos os dias, é possível achar na internet todo o tipo de posicionamento sobre o assunto. Sobre como Facebook e WhatsApp devem coabitar nos ambientes das empresas, que precisam de foco em resultado.

Nesta coluna trago um pouco da minha experiência com área comercial e relacionamento das empresas com o mercado. Por isso, vou focar na avaliação do uso dessas ferramentas pelo VENDEDOR, ou por qualquer profissional que faça parte dessa estrutura da empresa que torna possível o processo de comunicação com clientes e consequentemente o processo da venda. E para estes profissionais as ferramentas de Facebook e WhatsApp são cruciais, e seria um desperdício não utilizar estes riquíssimos recursos.

O primeiro, uma rede social consolidada no mundo todo, é uma grande fonte de informação quanto aos targets da área de estratégia da empresa e do vendedor. É possível através desta rede social conhecer clientes e potenciais clientes: como são, do que gostam, com quem andam, e o que reconhecem como valor através do que curtem e dos grupos dos quais fazem parte. Tudo disponível para pesquisa e acompanhamento por parte de quem caça diariamente oportunidades de negócio. Isso sem falar, é claro, de constituir um mapa de comportamento para definição de novo portfólio da empresa, direcionamento de mercado de atuação e perfil de público com maior possibilidade de adesão e engajamento a marca e ao negócio.

No caso do WhatsApp, o mesmo se consolidou um canal de acesso importante com os contatos do vendedor no mercado, quando levamos em consideração o aproveitamento de tempo dos profissionais. É possível fazer um contato ou acompanhamento junto a prospects em qualquer momento do dia corrido do profissional de vendas: no translado entre uma reunião e outra, dentro de uma meeting na empresa, enquanto almoça ou mesmo permitindo aos clientes um acesso livre e fácil ao vendedor, no caso de qualquer questionamento ou ação que faça da ferramenta um otimizador do processo de fechamento de negócios.

Mas ambas exigem bom senso, pois ficará realmente feio para aquele que não souber utiliza-las com moderação, respeito e postura profissional. Justamente porque o vendedor representa a marca ou empresa da qual faz parte, e o contato corporativo com responsabilidade se faz necessário.

No caso do Facebook, cautela, mais observação do que ação e contatos sérios de cunho profissional, sem invasão ou ações inconvenientes, são premissas básicas para o uso da ferramenta de forma positiva e agregadora.

Lembre-se: ali, além de representante da empresa na qual trabalha, o profissional é a sua própria marca. Então preserve-a e a utilize sem desgastes.

Para melhor uso do WhatsApp, seguem algumas dicas que permitirão ações produtivas e bem posicionadas por parte do vendedor:

  1. Use com moderação:O uso exagerado de qualquer plataforma não profissional em ambiente de trabalho é prejudicial. É preciso ter bom senso e responsabilidade;
  2. Silencie os Grupos: Você poderá visualizar as mensagens posteriormente e respondê-las em horários pertinentes;
  3. Tire do modo de visualização:Em alguns casos pessoas cobram retornos usando como argumento a opção para verificar se o contato está online ou o recurso “Visto por último”, o que desfoca o profissional de sua atividade por motivos muitas vezes irrelevantes;
  4. Estabeleçahorários específicos para ler todas as suas mensagens: use alguns pequenos intervalos durante o dia para responder seus contatos, como no almoço, na saída, ou em uma pausa para o café.
  5. Use chamadas por telefone para assuntos urgentes:assim que algum problema surgir é importante contatar um colega ou cliente por telefone para obter uma solução mais rapidamente.
  6. Fique atento ao seu comportamento:o profissional que sempre lê e responde as mensagens no momento em que as recebe pode ter sua produtividade afetada e ainda ficar mal visto.
  7. Use o grupo para falar com todos os colegas, mas fale diretamente com a pessoa caso o assunto seja destinado apenas a ela:assim, o fluxo de mensagem é mais preciso e, no caso de cobranças e negociações, constrangimentos são evitados;
  8. Perceba se o seu cliente ficou à vontade em utilizar este canal com você:Se ele se sentir desconfortável, e isso não é incomum em função de cultura de uso ou mesmo na diferença de sexo, abandone o canal e se utilize do que aproxima você do seu cliente, e não distancie;
  9. Avalie sempre o horário no qual se utilizará da ferramenta para qualquer contato:este é mais um canal de acesso aos amigos, ao mercado, a clientes, colegas e prospects, mas não é porque é digital que dispensa as regras de etiqueta e boa educação, características que nunca saem de moda.

*Juliana Silveira é Diretora Executiva da H Mídia e criadora do blog New Families, onde escreve semanalmente com um olhar de sensibilidade única sobre o recomeço da família após o divórcio. É também autora do livro Divórcio: A Construção da Felicidade no Depois.

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