Dia 17 de maio é o Dia Internacional da Comunicação e das Telecomunicações. Um dia que vem ganhando importância no nosso calendário, considerando que há algum tempo não vivemos mais sem elas. Sem os meios de comunicação e sem as telecomunicações, que se tornaram vitais para o funcionamento atual do nosso mundo.

Falo atual pois vivemos uma era em que relações pessoais e comerciais acontecem muito nos meios digitais. Se não o tempo todo, ou se estabelecem, ou se mantém a partir deles. Ali começam descobertas, conquistas e aproximações que encontraram nas telecomunicações por exemplo, terreno dinâmico e sem fronteiras para acontecerem, tomarem vida e ampliarem seu horizontes. Marcas daqui que conversam e são consumidas lá. Produtos de lá que nos vestem aqui, e que viram objetos de desejo e devoção. Negócios enormes que acontecem em pequenos escritórios ou a partir de uma mesa e um computador, e que atendem o mundo. Conteúdo que agora é acessível em todos os continentes do nossos planeta… Não é incrível?

Riqueza no real

Afetos que vivem em lugares diferentes e se fazem presentes por meio da tecnologia, que encurtam a distância, a saudade… Que aproxima moedas, países, raças, modelos de negócios. E que são possíveis a partir do desenvolvimento das telecomunicações e da comunicação. Essas que construíram o mundo que conhecemos hoje e que, muitas vezes nos cobra o esforço de tangibilizar de novo, no que pode ser tratado no digital mas que não perde a importância e a riqueza no real.

Afinal, poder olhar e se comunicação não é tocar, nem sentir. Mas que ajuda, ah… isso ajuda! Fez ser viável o que antes não era. Fez próximo, fez acessível. Promoveu a troca que faltava. E por isso é legitimo, e vale ser exaltado 🙂

Separei um artigo bacana que nos presenteia com o caminho que fizemos e não nos demos conta, graças a elas. Que nos conta do significado. Do valor. E que é uma baita fruta para uma salada de “ons” e “offs” na vida. Pois nada como poder ver, comunicar e depois tocar e sentir…

Boa leitura!

“17 de maio – Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação

“A capacidade de transmitir informação importante com rapidez através de grandes distâncias, preenchendo os vazios do tempo e do espaço, ampliou de forma exponencial todas as atividades humanas, desde enviar mensagens pessoais até realizar transações financeiras complexas ou abordar aspectos críticos da guerra e da paz. O Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação evidencia a função transformadora e estimulante das comunicações e da informação nas sociedades e a necessidade universal de se comunicar e cooperar através das fronteiras.”

Com estas palavras, Ban Ki-moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas, deixa clara a importância de celebrar o dia 17 de maio, que a Assembleia Geral da própria ONU instituiu como Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação. Não se trata, porém, de uma simples comemoração: o dia serve para evidenciar o esforço promovido cotidianamente pela UIT – União Internacional de Telecomunicações, agência especializada das Nações Unidas para o setor. A UIT foi criada em 17 de maio de 1865. Era, então, a União Internacional de Telegrafia, e foi estabelecida pelos representantes de 20 países europeus, que criaram um conjunto de normas para regulamentar o uso internacional do telégrafo.

O que é a UIT?

União Internacional das Telecomunicações, primeira organização intergovernamental do planeta, a UIT ampliou suas atividades paralelamente ao desenvolvimento dos meios de comunicação à distância ou telecomunicação (“tele”, em grego, significa “ao longe”). Atualmente, a agência trabalha para coordenar o funcionamento dos meios de comunicação no mundo, tornando compatíveis, por exemplo, os diversos sistemas técnicos.

Se a noção de telecomunicações dispensa esclarecimento, o mesmo não ocorre com o conceito de Sociedade da Informação, a que o dia também se refere. O que é essa sociedade?

Sociedade da Informação mais do que um estágio a que se chega é um processo em andamento. Para isso, tem contribuído especialmente o desenvolvimento da internet, a rede mundial de computadores (ou www, world wide web), que permite o acesso a esse fluxo ininterrupto de informações a qualquer pessoa que disponha de um computador e de um meio de conexão.

Interatividade é a chave

Além de ter possibilitado o surgimento de novas formas de comércio e prestação de serviços, a internet também tem tido grande impacto na vida cotidiana de milhões de pessoas, seja mudando seus hábitos, seja aproximando-as por meio de uma possibilidade de comunicação rápida e relativamente barata.

Veículo interativo, em que o usuário tem a possibilidade de se incluir e atuar, a rede de computadores possibilita os mais variados tipos de trocas entre os seres humanos, desde a manifestação de uma opinião política, através de abaixo-assinados ou e-mails para parlamentares, até os encontros amorosos.

Aliás, a interatividade é a chave para um novo desenvolvimento da internet. Por mais breve que seja a exposição do conceito de Sociedade de Informação, é impossível encerrá-la sem falar sobre a questão da divisão entre ricos e pobres, entre os que têm e não têm acesso a essa Sociedade. Trata-se não só de apontar a existência da separação, mas de trazer à tona outro conceito importante: o de inclusão digital, que vem a ser a necessidade de estender os benefícios das novas tecnologias de comunicação e informação e ampliar o acesso a elas a toda a população mundial.”

O que seria justo. Agora o desafio será sempre o uso e abuso. Desejo que elas não faltem, nem as comunicações, nem as telecomunicações, e que só evoluam.

E que não sejam o único mundo que a gente conhece. Nunca.

Juliana Silveira é co-founder da Dtail Gestão de Conteúdo e criadora do blog New Families, onde escreve semanalmente com um olhar de sensibilidade única sobre o recomeço da família após o divórcio. É também autora do livro Divórcio: A Construção da Felicidade no Depois.

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