Ainda falando de comunicação ampliada, que conversa com todos, que anda equalizada com a diversidade do público do qual fazemos parte, permeio de novo pelo universo feminino na interação com as marcas, ainda díspar, ainda falha, ainda excludente. 

Um estudo da Kantar revela que muitas marcas ainda estão “presas” a estereótipos antigos e perdem a oportunidade de se tornarem aliadas das mulheres. Pode isso, considerando o nosso poder de compra e participação ativa tanto operacionalmente quanto intelectualmente no mundo de hoje? 

Infelizmente pode. E por isso vamos falar, a partir dessa fragilidade do nosso mercado, de dicas de como fazer melhor o que é o nosso trabalho. 

Comunicar-se, integrar-se, engajar-se, conectar-se. Marcas e pessoas. Marcas e mulheres.

Então vamos lá! O estudo What Women Want – Uma análise da Autoestima Feminina no Brasil, mostra seis insights para que marcas possam se comunicar melhor e empoderar suas consumidoras.

Os Seis Insights

  1. Revelar histórias não contadas: o primeiro insight é visibilizar às mulheres que tenham sido esquecidas ou intencionalmente excluídas da história. Isso permite criar um vínculo entre o público e mulheres reais que podem servir de inspiração. A marca Pinup Girl mostra modelos de diferentes raças e tipos físicos, celebrando a diversidade feminina sem depender de estereótipos.
  2. Clube da Luluzinha: as redes sociais e os espaços exclusivos para o público feminino podem ser uma excelente oportunidade para promover as marcas e obter colaborações e ideias incríveis que surgem quando as mulheres trabalham juntas no seu negócio. Existem já muitos espaços seguros em comunidades e grupos de Facebook que permitem que as mulheres conversem entre si sobre assuntos em comum.
  3. Eu sou multifacetada: outro ponto fundamental é mostrar mulheres tal e como elas são, sem julgamentos e nem censuras sobre como devem ser seus comportamentos. Isso vai além da liberdade de expressão para um verdadeiro encorajamento e celebração de quão estranhas e maravilhosas as mulheres podem ser. É por isso que as marcas devem se preocupar em apresentar as mulheres como criadoras, contribuidoras e administradoras de dinheiro e não simplesmente como “gastadoras”.
  4. Além da diversidade: o discurso da diversidade precisa evoluir para o de interseccionalidade, inclusão e representação, tendo muito cuidado com a diversidade inautêntica ou simbólica, aquela que é superficial. A marca precisa realmente mostrar e refletir as experiências de seus diferentes públicos e elaborar campanhas que falem sobre suas preocupações e necessidades.
  5. Amplificando vozes: é fundamental dar visibilidade para aquelas mulheres que geraram uma grande revolução ou enormes mudanças, as changemakers. Amplificar suas vozes permite estabelecer uma conexão mais efetiva com o público feminino em geral. O Twitter criou em 2014 um perfil específico para compartilhar e consolidar assuntos e conquistas importantes para o público feminino.
  6. Sintonizando com elas: dar o poder para as próprias mulheres transformarem aquilo que é verdadeiramente importante para elas, quebrando os tabus e ignorando as convenções de categoria para inovar de verdade, são desafios chave para que as mulheres se sintam realmente representadas na publicidade dos dias de hoje. As mulheres devem ter a capacidade de assumir o controle de todos os aspectos de suas vidas, tanto do corpo quanto do emocional.

Pegou? Mulheres são complexas sim, não há como negar. Um público peculiar e exigente. Mas a conexão com elas não é nada complicada, acredite.

Falo desse lugar, afinal! 🙂

Referências: PROPMARK

Juliana Silveira é co-founder da Dtail Gestão de Conteúdo e criadora do blog New Families, onde escreve semanalmente com um olhar de sensibilidade única sobre o recomeço da família após o divórcio. É também autora do livro Divórcio: A Construção da Felicidade no Depois.

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