Abri a Zero Hora hoje, mídia impressa importante do nosso estado, e tive o prazer de ver publicado no caderno Opinião, o texto que produzi semana passada sobre o tema “Cidade Limpa” e o novo projeto de lei que assusta parte da comunidade porto-alegrense.

Prazer, porque se foi publicado é porque fez sentido para mais gente. Para um meio intelectual, que é mídia, mas não é mídia exterior. E que reconheceu naquelas linhas a importância da nossa reflexão ampla, de forma generosa. Ampliando o nosso acesso aos leitores a partir do seu poder incrível de disseminar conteúdos que devem ser tratados e pensados pela população. 

Olhem que bacana

Quando o TRE, Tribunal Regional Eleitoral, divulga em propagandas por aí a importância do voto consciente, de conhecermos nossos candidatos e posteriormente cobrarmos nossos eleitos, pede pela nossa atenção, responsabilidade cidadã e participação no refletir e no agir para a construção de uma sociedade melhor para se viver. 

Não é diferente de jornalistas, relações públicas e escritores, quando chamam, através dos seus artigos, crônicas e reportagens, o povo a pensar. Nem de quando empresários se fazem presentes em grupos associativistas, na busca de juntos construírem força que argumentem a importância de suas demandas e existências. 

Não difere de quando assistimos a algo na rua e prontamente corremos para as redes sociais a fim de demonstrarmos nosso ultraje frente à indiferença pelos necessitados, homofobia, gordofobia, maternidade, preconceitos raciais e contra minorias ou mesmo contra as mulheres e seu potencial nas cenas da vida.

Estamos todos pedindo escuta, nos mais diferentes meios. E na semana passada, pedimos escuta a comunidade e aos órgãos governamentais, na busca de reflexão. Do trato com atenção, e não com indiferença. No entendimento dos vários mundos que temos a coabitar no nosso mundo comum. E que, se acolhido, repensado e ajustado, pode agregar a gregos e troianos – ou, no nosso caso e da nossa pauta, a todos os gaúchos.

Verdadeira Poluição Visual

No trato da dita “poluição visual”, que de longe é representada pela propaganda mas que se mostra viva e perigosa em tantos outros ofensores mais agressivos, e que não demandam regulação e ajuste, mas sim extinção. Que se materializa no esgoto, na sujeira, no mato alto, no emaranhado de fios de alta tensão, na arquitetura maltratada, no mau odor. Coisas que realmente poluem e que devemos olhar com calma, com coragem e em comunidade. Em um movimento positivo, de construção, como o que convidamos frente às necessidades de ajustes na mídia exterior, e que nos põe aqui prontos para a conversa que compõem a vida de todos.

Obrigada à ZH pelo prestígio e registro, à quem leu, à que se pôs a refletir e à quem quer daí construir junto. Estamos de portas abertas, muito no pensar, mas principalmente no fazer . E o que mais uma sociedade que visa o crescimento e a pode querer?

Juliana Silveira é co-founder da Dtail Gestão de Conteúdo e criadora do blog New Families, onde escreve semanalmente com um olhar de sensibilidade única sobre o recomeço da família após o divórcio.

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