Do medo à melhor ação.

A semana começou há menos de quatro dias, e hoje, quinta-feira, parece que vivemos a maior semana da vida. Talvez por serem dias forrados de incertezas, do desconhecido, da falta de rotina, de segurança, da ausência de um corrimão. Uma coisa louca que abateu o nosso mundo, e desde o início dessa semana, o país no qual vivemos.

Até este final de semana o problema era dos outros. Lá de longe, dos italianos, franceses, espanhóis e dos pobres chineses, primeiros abatidos. Só que nos últimos dias virou problema nosso. A matemática contraria a nossa crença de que nos safaríamos desta, e apresenta gráficos pessimistas da evolução do vírus e sua probabilidade de infestação por aqui.

De repente, do dia para a noite, estar vivo, ter o que comer, não perder a quem amamos e os negócios pelos quais trabalhamos uma vida, ou parte dela, passou a ser uma preocupação que nos tira o sono. Ajudar a quem tem menores defesas, passou a ser uma luta, quando nunca foi. Estar longe dos nossos idosos, uma demonstração de amor e proteção, e não desleixo e abandono. Cuidar nós mesmos dos nossos filhos, que agora estão impossibilitados da terceirização e do convívio social, uma realidade vital neste momento.

E por isso, há algo estranhamente positivo na nossa atmosfera, e não se trata de um bichinho malvado. Mas de um desafio que nos impulsiona a nos salvarmos a todos, a ajudarmos uns aos outros e criarmos alternativas para o recomeço de uma nova era para as nossas vidas e para os nossos negócios.

Então se vale a dica, cuida de quem está perto, estuda possibilidades diferentes de fazer o que você sempre fez no seu negócio, e mantém a esperança. Uma certeza é de que o nosso mundo não acabará após esta crise. Outra é que quando ela passar exigirá da gente muito trabalho, força, resiliência e criatividade. E ainda, poderia acrescentar, que a nossa relação de valores com certeza mudará, e será para melhor.

Então, ama bastante. Compra comida. Brinca no chão, agasalha, alimenta. Lava as mãos, e evita sair por aí. Estuda, imagina o teu negócio em um formato diferente, em como ele funcionaria e faria mais, de formas diferentes. Fica no sofá, pelos nossos idosos e por quem agora está cuidando deles, na linha de frente, e em risco, que são os profissionais da saúde. Reforça o seu senso de comunidade, que será tão importante para levantarmos, em algumas semanas. Pois o faremos por nós e pela nossa comunidade.  

Todo o necessário para sermos pessoas melhores está aí, aqui. Dentro de nós e nas nossas casas. No compartilhamento de tempo, de cuidado, de amor e de ideias. No medo amigo, aquele que realmente abate e mostra o que importa. E no olhar que nos torna iguais a todo mundo, nos corredores e calçadas da vida. Aquele que nos lembra de que não somos melhores nem piores do que ninguém.  E que o COVID 19 veio para refrescar a nossa memória de forma dura e objetiva.

E conta com a H Mídia e essa rede imensa de acesso que conecta pessoas à marcas, e à informação. Temos a nossa missão neste momento de combate, e principalmente, na batalha do recomeço pela qual passarão todas as empresas do nosso mercado. Todos nós. Estamos juntos. E estaremos juntos ali na frente também.

A propósito, não achamos esse vírus uma coisa boa. Só nos acostumamos na vida a olhar o lado bom das coisas. Há algo a aprender, a melhorar, e a solução está no ar que respiramos nessa crise e no toque em quem e no que amamos. Justamente neste que nos falta agora e que aprenderemos a valorizar mais que tudo no futuro.

Nos cuidem por aí, sejam criativos e tenham fé.

E aos profissionais de saúde que estão na linha de frente tentando ajudar a alguns de nós, que Deus os abençoe.

Juliana Silveira é co-founder da Dtail Gestão de Conteúdo e criadora do blog New Families, onde escreve semanalmente com um olhar de sensibilidade única sobre o recomeço da família após o divórcio.

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