Essa foi a questão que o Marcelo Pacheco, Vice-Presidente de Mercado do Grupo RBS, trouxe para o texto que publicou na Coletiva.net neste início de feriado de Páscoa.

Me peguei pensando em tudo o que estamos passando. Sem parafraseá-lo, mas me colocando honestamente, o que pode ser comprovado por quem me conhece, sou uma otimista nata e toda a minha reflexão se dirige as alternativas de recomeço “pós-guerra”. E sabem por quê? Por me dar conta que as marcas, assim como os CPFs, estão passando exatamente pelo mesmo processo. Vidas em quarentena. Existências ameaçadas pela COVID-19, ou pelo período ainda incerto de isolamento, social e econômico.

Engraçado que o primeiro fracasso que ensaiamos foi a perda dos nossos negócios, a sua falência, o seu fim. A coisa que mais escuto é que as portas precisam abrir ou a economia simplesmente cairá por terra. E porque não um convite à mudança da forma que funcionamos até hoje? Tem tanta gente, por trás das marcas, fazendo coisas diferentes, mantendo-as vivas, e a si mesmos, operantes, produtivos e relevantes, nesse novo cenário que se apresenta!

São formas novas de ser, de existir. Não temos qualquer garantia de que quando tudo isso passar, o que sim, é uma certeza que vai, a vida será a mesma. E eu, pessoalmente, me arrisco a dizer que o mundo que encontraremos ali na frente terá mudado. Será muito diferente do que o que a gente conhece e conheceu até agora. Imagino uma mudança muito acelerada por este momento que estamos vivendo, principalmente no comportamento de consumo das pessoas. Desde que mundo é mundo a economia se baseia na troca ou venda de itens de necessidade de algo ou de alguém. Ou serve para atender a uma demanda, ou não é produto, não dá negócio.

E vamos lá, se a sociedade muda, os seus valores sofrem impactos, sofrem seus bolsos e, naturalmente, seus comportamentos também. Ela não precisará das mesmas coisas, no formato que se apresentam hoje. Precisaremos entender o que se passa com as pessoas e com seus objetivos de vida e valores, para entendermos como voltamos a nos conectar e fornecer o que os atendem neste novo contexto. E isso demanda pensarmos fora da caixa, longe do que repetimos até agora. Em alternativas atentas a este cenário que se forma frente aos nossos olhos, que já se mostra tão diferente. E principalmente, faze-lo com empatia.

Dica? Presta atenção em você. Aí sentado no seu sofá, limpando a casa, ajudando os filhos nas atividades escolares, tentando um “home office”, pensando em como seu trabalho e seus negócios sobreviverão a tudo isso. Começa por aí. Te conecta ao que passou a ter valor para você. E então, presta atenção no comportamento dos seus filhos, pais, parceiros e vizinhos. Daqueles que encontras de máscara nos corredores do mercado.

O que todos nós queremos agora e como queremos consumi-lo? Já mudou.

É um caminho. Então, te desamarra… Como trouxe o Marcelo à Coletiva.net, exemplos de quem está tentando fazer diferente, tem vários. Sugiro a leitura e a inspiração. A soma delas com “você”, pode ser a solução de manter a sua marca tão viva quanto a si próprio, e superar essa quarentena cheio de novas ideias, de disrupções para o seu negócio e de resiliência. O que está para nascer ali na frente pode ser ainda melhor do que o que você já conhece sobre si e sobre o que já faz para o mundo.

Então, um pouco de otimismo e criatividade. Seguiremos comendo, vestindo, produzindo e vivendo, ali na frente. Precisaremos todos de retaguarda, de bons produtos e serviços, que nos acessem e que acompanhem a sequência das nossas vidas.

Nos vemos no novo mundo? A escolha é sua 🙂

Juliana Silveira é co-founder da Dtail Gestão de Conteúdo e criadora do blog New Families, onde escreve semanalmente com um olhar de sensibilidade única sobre o recomeço da família após o divórcio.

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