Você sabia que, normalmente, leva cerca de 66 dias para alguém adquirir um novo hábito e continuar a fazê-lo quando não coagido? De acordo com Paul Marsden, psicólogo de consumo da Universidade de Artes de Londres, é assim que é.

Lendo um artigo essa semana, a questão me fez pensar: O que veio para ficar no que tange comportamento de consumo?

“Quando há mudanças sérias no estilo e nas circunstâncias de vida, há uma mudança dramática na preferência pelas marcas que os consumidores usam e em suas percepções sobre essas marcas”. Essa é uma afirmação do Peter Noel Murray, que dirige sua própria clínica de psicologia do consumidor em Nova York, conforme artigo do canal Meio & Mensagem.

Uma oportunidade sim, mas motivo de receio para os profissionais de marketing e para as marcas também. Afinal, marcas humanizadas até podem errar, mas em tempos de concorrência alta, no qual todos querem garantir seu espaço ao sol e na vida dos consumidores, é preciso ser realmente bom na comunicação e nas ações.

À medida que a crise continua, muitas marcas estão acelerando suas iniciativas positivas neste caminho. Só que os consumidores também esperam que essas ações continuem depois do coronavírus. Marcas “de verdade” é o que as pessoas buscam. Aqui lê-se, verdadeiras nas intenções, e perpétua no propósito. A pandemia deve ser só o impulso para uma mudança consistente e duradoura de posicionamento do bem. Só que tem mais: O cenário também mudou…

E como será o consumo pós-crise covid-19?

Ainda não sabemos ao certo, mas artigos já especulam por aí, e por isso, achei bacana dividir aqui, com você. Quem sabe seja uma luz?

Tendências…

  1. Marcas testadas pelo tempo brilharão: A mudança de “inovador e moderno” para “testado e comprovado” é um comportamento tendencioso dos consumidores, mesmo na mudança de hábitos. Manter vínculos fortes e antigos, de confiança, dão segurança, e isso faz todo o sentido em tempos nos quais buscamos exatamente isso.
  2. DIY ganha terreno: Sigla para o “do it yourself”, tradução para o “faça você mesmo”, está na moda, ganhando terreno na vida dos consumidores. Itens relacionados a culinária, ao autocuidado estético, ao artesanato, costura, reforma, e etc, vem assumindo um crescimento importante na lista de consumo das pessoas.
  3. Arranjos de trabalho flexíveis: Trabalho remoto, autogerenciamento, agilidade nas operações do dia a dia e na tomada de decisões, e menos perda de tempo em reuniões e translados, são tendências, frutos do ambiente de pandemia, quevieram para ficar.
  4. Segurança vence a privacidade: As pessoas estão dispostas a trocar a sua liberdade, de dados e de privacidade, pela segurança, transferindo a sua usual autonomia neste cuidado aos líderes e governantes.
  5. Conforto com ofertas digitais: Assim como empresas de mídia e pesquisa estão transformando eventos ao vivo em virtuais, o mesmo ocorre com os consumidores que estão se adaptando à digitalização de seus comportamentos. Serviços online, facilidades de entrega e a aceleração do renascer do mercado em meio digital, são soluções que vieram também para ficar.

Enfim, se é isso mesmo, o futuro dirá. Mas não custa espiarmos as tendências e brincarmos de nos reinventar. São novos tempos, de novos recomeços. E saber o que vem sinalizando o nosso “convidado de honra” é, além de um privilégio, uma necessidade básica de sobrevivência.

Espero ter dado uma “ajudinha” neste caminho. Estamos juntos 🙂

Juliana Silveira é co-founder da Dtail Gestão de Conteúdo e criadora do blog New Families, onde escreve semanalmente com um olhar de sensibilidade única sobre o recomeço da família após o divórcio.

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