O dito popular sempre foi uma verdade, pois é verdadeiro afirmar que quando muitos carregam um “peso” juntos, todos levantam. E que quando passamos por tempestades e crises, sejam elas em que esfera ocorrerem, estarmos unidos a outros, nos fortalece enquanto indivíduos e comunidade.

Agora, bonito mesmo, inspirador, é ver o ditado virar fato e mostrar seu poder grandioso.

Observando o mercado é possível ver o movimento de grupos de empresas, do mesmo segmento, unidos na crise na qual vivemos, uns pelos outros. Unidos pelos mais fracos. Pelos que estão sofrendo diretamente os efeitos da pandemia e a necessidade exigente de isolamento social. E aqui, os problemas oriundos dessa realidade são muitos. Passa pela escassez financeira, de trabalho, pela educação e higiene pessoal, e pela tolerância a dinâmica do isolamento, das saídas curtas, do uso de equipamentos de proteção individual e da distância dos entes e amigos queridos, para ser genérica.

Quando se fala em produtos e serviços, a gama de soluções somadas é imensa. Se tratam de organizações financeiras se juntando em grandes doações conjuntas e movimentos de cuidado às comunidades brasileiras mais frágeis, gerando “boas notícias” em tempos tão difíceis. No projeto da XP chamado “Juntos Transformamos”, por exemplo, a empresa estimula participantes e o fomento de histórias bacanas como forma de envolver investidores e grandes empresas na construção de ideias do bem e ajuda efetiva aos mais vulneráveis.

Isso seria surpreendente se não fosse a junção das empresas de telecomunicações, que arrebatou quem achava que arqui-inimigos não teriam objetivos comuns ao ponto de, uma vez na vida, andarem de mãos dadas, misturarem suas marcas, ideias, soluções, doações e publicidades. O Covid-19 faz dessas coisas… Ver Vivo, Claro, Tim e Oi, juntas, pelo bem comum, estimulando, de braços dados, o isolamento social, com oferecimentos de banda de internet extra, disponibilidade de filmes gratuitos em suas plataformas e o fomento do #FiqueBemFiqueEmCasa, foi daqueles acontecimentos na vida que mostram o quanto podemos ser melhores uns com os outros no mercado, e assim mesmo, subsistirmos todos.

Outro exemplo é a marca de sabonetes Dove, que convocou concorrentes gigantes para juntos orientarem sobre a higiene das mãos no projeto #LavarParaCuidar. E assim, a gente vê o mercado se unir e transformar a concorrência tradicional a qual conhecemos, em algo novo.

A verdade é que sempre houve espaço para todos trabalharem, se desenvolverem, crescerem enquanto entidades, e juntas formarem um grande cobertor de soluções que atendam a todos neste mundão. Veja na mídia OOH, na qual a comunicação se faz por pontos de contato com o público, por regiões. Ninguém pode estar em todos os lugares, o tempo todo, com intimidade e identificação com um público que hoje quer se reconhecer nas marcas e soluções. E por isso somos uma grande colcha de retalhos, de empreendedores, de pessoas jurídicas e físicas…

O mundo merece. E quando penso que precisamos de uma doença sorrateira e severa como essa, que nos pôs presos em casa, com as nossas empresas e clientes de portas fechadas, para nos darmos conta que talvez “juntos somos mais fortes”, mesmo com todas as nossas diferenças, acho a ideia do bem em meio a este momento tão ruim. É possível acreditar que tudo, tem seu lado bom, construtivo, criativo, disruptivo e fraterno. Que a união realmente faz a força e que este não é um ditado antigo e sem valor.

Desejo que una-se, mesmo distante. Componha o que você tem com o de outro alguém. Ofereça a sua força para suportar a quem precisa. Isso é grandioso e quem sabe, não amplie ainda mais que você é? Tenho certeza que sim 🙂

Juliana Silveira é co-founder da Dtail Gestão de Conteúdo e criadora do blog New Families, onde escreve semanalmente com um olhar de sensibilidade única sobre o recomeço da família após o divórcio.

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