Um artigo da revista Meio & Mensagem  desta semana chamou a atenção para uma consciência da Geração Z, jovens de 18 a 24 anos, quanto a política, as redes sociais e a utilização dos seus dados pessoais pelas marcas.

Confesso que me surpreendeu. É senso comum, comentário nas rodas de amigos quarentões e percepção geral de avós e educadores tradicionais, que a geração atual de jovens parece mais ligada em TikTok e aplicativos diversos, e na militância pela igualdade no mundo, seja no que for, do que na política que nos gere e no movimento de informação que gira por trás do mercado do consumo. Ok, um pouco de falta de fé da minha parte, quando percebo um pouco da ausência de envolvimento deles, mesmo não tendo uma lembrança clara do nível do meu próprio na nessa idade.

A questão é que a pesquisa do artigo é realmente muito interessante e vale a leitura. Vou deixar a dica aqui e o link, para não ter risco de não acharem…

Mas vamos lá! Como gestores de marcas, seja no front, na venda propriamente dita, seja na estratégia de comunicação, ou mesmo, na administrativa, é vital sabermos que não estamos lidando com uma geração alienada. A forma de estarem atentos e constituírem oposição é que é diferente para nós.

Se analisarmos os números, podemos ver o efeito que o comportamento dessa geração pode representar no resultado de vendas das empresas. Eles estão engajados e por toda a parte do mundo digital. Dominam a força dessas ferramentas, as possibilidades e uso, e sabem exatamente o que é e como gerar engajamento. Números absurdos de jovens abandonaram as redes sociais como forma de evitarem a exposição das suas informações, por exemplo. Ou na melhor das hipóteses, maior número ainda reduziu a promoção dos seus dados pessoais, a fim de evitarem o uso mal dimensionado e invasivo das marcas do mundo todo.

Perdemos o privilégio da “espiadinha”, afinal. Basta um click para sermos perseguidos para sempre. E eles remediaram a questão melhor do que o faríamos. Cortaram o mal pela raiz, desapareceram, se uniram em ações de retaliação, e se fizeram muros e vozes mesmo de casa e dos seus smartphones. Preciso dizer que me deu uma ponta de orgulho e esperança sobre eles e o futuro do nosso mundo, considerando que tenho três filhos para usufruir do que vamos deixar aqui.

Mas como comunicadora, produtora de conteúdo e representante de marcas, foi um sinal claro de “CUIDADO”. “Limite à frente”. “Respeite a liberdade do outro”. “Use com cautela…”

Você que é marca, ou que trabalha por uma, leia a pesquisa. Há de se levar alguns pontos em consideração. Lembrando que nada é mais legitimo do que ouvir a voz de quem compra da gente, de quem nos faz existir, e se não hoje, o fará amanhã. E se isso significa SABER, mas não necessariamente USAR, como estratégia do lido com a informação dos outros, para estabelecer relações próximas e de confiança, talvez essa dica seja vital para a construção do nosso presente e futuro.

De presente para você. A propósito, não agradeça A H Mídia, mas ao Estudo Digital Society Index, da Dentsu Aegis Network, pelo olhar à frente, e à Meio & Mensagem, pela matéria.

A nós, coube apenas a provocação 🙂

Juliana Silveira é co-founder da Dtail Gestão de Conteúdo e criadora do blog New Families, onde escreve semanalmente com um olhar de sensibilidade única sobre o recomeço da família após o divórcio

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