A marca, no sentido mais amplo, nomeia, representa, fala por, veste e move pessoas, instituições e empresas. Marca não faz distinção entre o grande, o pequeno, o de muitos ou de um único. Marca é existir e se posicionar. E daí para frente, como e onde se comunicar com o mundo, vai da essência, do propósito e do bom planejamento do dono dela.

Pois bem. Ando lendo artigos e artigos por aí e resolvi falar com você, nas próximas semanas, sobre marca e como comunica-la. Sobre esta que nos representa e às nossas empresas, ou deveriam representar. E que muitas vezes deixa de ser trabalhada pelos pequenos e médios empreendedores pela ilusão de que é caro demais trabalhar branding, ou menos importante quando o negócio é menor.

Vamos lá! O artigo abaixo, do Marcus Vinícius Tonin para o Portal Administradores, fala um pouco da importância de tratarmos bem a nossa marca como o mais valioso bem, e aqui repito, pessoal ou institucional, que o resto são estratégias de aproximação, de comunicação.

Comecemos então com o primeiro da série!

“Escrevo sobre esse assunto a algum tempo, e pude perceber que algumas coisas mudaram com o passar dos anos, mas em compensação outras se afirmaram ainda mais. Entre estas afirmações permanece a necessidade das pequenas empresas que ainda não começaram a trabalhar o seu BRANDING, iniciarem de imediato!

Nós adoramos falar sobre as ações que as grandes empresas lançam no mercado todos os dias, seja pelas sensacionais propagandas, pelas embalagens inovadoras ou pela qualidade do produto, somos consumidores frenéticos de marcas.

Grandes empresas dispõem de profissionais renomados em suas áreas de Marketing, verbas estratosféricas e planejamentos fantásticos, tudo para que possamos adorar as suas marcas, para que, além de consumir os produtos, nos tornemos defensores dos mesmos e assim continuar os propagando sem receber centavo algum.

Agora resta uma dúvida, como gostar da marca do mercadinho que fica na esquina de nossa rua?

A Essência da Marca

Acreditem, isso é possível. Creio que pequenas e médias empresas devem pensar o seu Branding e trabalhá-lo de forma contínua, para que um dia possam atingir a maturidade de uma grande marca. Além de exposição adequada da marca, a empresa deve ter consciência que qualquer mudança precisa ser feita de dentro para fora, a identificação com o mercado não depende apenas de onde expomos a nossa marca, mas sim do sentimento e do trabalho que depositamos em cima dela.

Branding para pequenas e médias empresas pode e deve ser feito, esqueçamos os altos valores de grandes marcas e pensemos na nossa realidade. Será que não conseguimos dedicar um pouco mais do nosso tempo pensando na nossa marca? Conseguimos deixar de lado a redução de custos, aumento de vendas, e demais preocupações que assombram a nossa rotina de trabalho?

Vamos dedicar um tempo para entender a essência da nossa marca, buscar perceber como nossos clientes nos veem no mercado, se a marca que criamos há alguns anos atrás ainda reflete a nossa verdade e os valores que buscamos passar dentro de nossa empresa. Analisemos com sinceridade se os patrocínios, os catálogos e cartões de visitas que estão na rua realmente refletem o que sentimos.

Segundo Aaker e Joachimsthaler, que escreveram brilhantemente o livro Como Construir Marcas Fortes, ‘a construção da marca poderá exigir esforço constante ao longo dos anos e apenas uma pequena parcela do resultado será imediatamente aparente”. Portanto deixemos de lado a ideia de nos tornamos a Coca-Cola da noite para o dia, construção e gestão de marcas exigem muito trabalho, paciência e dedicação. Somente a partir destes quesitos, um dia quem sabe, poderemos olhar para a nossa marca com a mesma felicidade que um pai olha para seu filho, assim tornando-a nossa maior aliada e motivo de orgulho a todos que a representam.’”

Olhe para o seu público

Essa é a essência. Para definir comunicação é preciso trabalhar antes no que comunicar e isso ser uma verdade para a empresa e seus colaboradores. Feito isso, opções de canais para comunicar é o que não falta.

Olhe para o seu público e o acesse. Ações no ambiente digital do cliente, assim como a utilização de mídias convencionais, são opções acessíveis e que mantém a marca viva na vida dos consumidores. A mídia exterior por exemplo, utilizada em abundância por grandes marcas para fixação de imagem e informação curta, consiste em uma oportunidade capilar, segmentada, que possibilita a comunicação também massiva quando esta é uma exigência da ação da marca, e é acessível financeiramente para o pequeno e médio empresário.

Então, as opções estão aí. Vamos perder tempo trabalhando branding e comunicação. Marcas verdadeiras, amigáveis e presentes na vida do consumidor, precisam de menos esforço para produzir resultados. Pois nestes casos, a marca fala, fortalece e vende por si só.

Juliana Silveira é co-founder da Dtail Gestão de Conteúdo e criadora do blog New Families, onde escreve semanalmente com um olhar de sensibilidade única sobre o recomeço da família após o divórcio. É também autora do livro Divórcio: A Construção da Felicidade no Depois.

Juliana Silveira

Author Juliana Silveira

More posts by Juliana Silveira

Leave a Reply