Domingo próximo, dia 12, além de uma parte destes finais de semana estranhos que andamos vivendo, é Páscoa. É Páscoa, além da quarentena e isolamento das famílias em suas casas, na luta contra o Covid-19. É Páscoa além do medo da crise que já começa a se estabelecer, do futuro aparentemente nebuloso, e da revisão de tantos dos nossos valores.

É Páscoa. E como o feriado religioso indica, tempos de ressureição. De renascimento da vida, da fé e do amor.  Então comecemos por reforçar as nossas esperanças.

É importante não deixar a data passar em branco. Precisamos lembrar que a quarentena não é uma prisão. Que só estamos tentando evitar um colapso no sistema de saúde. E que, apesar da aflição com a saúde e a economia, sim, as famílias precisam celebrar essas datas e manter os seus rituais, seja na Páscoa, aniversários ou qualquer outra data comemorativa, mesmo que de forma adaptada por conta da pandemia.

É uma oportunidade afinal para que as pessoas usem a criatividade. Praticarem a resiliência, trabalharem com suas frustrações, se reinventarem. Por que não, por exemplo, reunir a família virtualmente? Ou então, pedir para que as crianças escrevam cartas virtuais aos avós. Cozinhar juntos e resgatar receitas de família podem ser um programa legal também. E se não for possível comprar os ovos de chocolate, fazer versões caseiras juntos pode ser uma opção.

Porque não precisa ser triste. E Talvez, com essas alternativas a Páscoa possa ser ainda em um momento feliz, em meio a essa ação importante que estamos fazendo em proteção à nossa comunidade.

No entanto, nos negócios, por conta de medidas direcionadas à contenção da disseminação do novo coronavírus (Covid-19), a data, uma das mais esperadas pelo setor de chocolates e afins, não será igual aos anos anteriores. As empresas, que iniciam o planejamento para a Páscoa com cerca de 18 meses de antecedência, enfrentam os desafios de continuar a atrair o consumidor e de estimular a geração de trabalhos.

Marcas como Lacta, Cacau Show, Kopenhagen e Lindt estão intensificando os esforços e investimento em e-commerce e nos aplicativos de venda online, bem como antecipando descontos, para evitar aglomerações que costumam acontecer nos dias que antecedem a data nos pontos físicos e sobrecarga de pedidos digitais. 

As empresas do mercado em geral, também estão investindo em ações sociais:

O Outback, por exemplo, doará seus ovos de Páscoa para os mercados de bairro. O projeto permite que os pequenos negócios vendam os ovos da marca e utilizem o valor arrecadado em benefício próprio.

Lacta, por meio da Páscoa Solidária, dará 500 mil ovos para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Cacau Show, por sua vez, tomou a iniciativa de doar R$ 1 milhão para o Governo do Estado de São Paulo. A quantia deve ser direcionada, principalmente, para a compra de respiradores para os hospitais mais necessitados.

Além do aumento destes atos solidários como ações frente ao momento em que vivemos, esta restrição provocada pela pandemia deve acelerar muito a adoção de multicanalidade por parte dos consumidores. Muitos que não tinham experimentado o consumo de mercearia ou mesmo hortifruti pelo digital foram obrigados a, pelo menos, testar. Outra característica peculiar é a interpretação de que o delivery é uma conveniência e que, portanto, pode ser cobrada do consumidor. 

Enfim, as marcas seguirão nas ruas, no físico e no digital, mais fortes do que nunca, só que de um jeito novo.

Mudanças de paradigmas e criatividade. Coisas dos tempos de cononavírus, que fazem com que renasçam modos, formas e a tal da esperança. Coisas da Páscoa.

Que seja feliz aí, que renove, pois temos muito trabalho pela frente. E este nos exigirá, entre muitas outras coisas, fé.

Juliana Silveira é co-founder da Dtail Gestão de Conteúdo e criadora do blog New Families, onde escreve semanalmente com um olhar de sensibilidade única sobre o recomeço da família após o divórcio.

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