Ando em casa, em home Office, desde março, quando o efeito da chegada do Covid-19 ao Brasil começou a impactar o nosso dia a dia. Minha atividade  me permite fluência total no trabalho remoto, graças a Deus, em tempos de pandemia e isolamento. Só que, como todo mundo, eventualmente preciso sair. Fazer supermercado, buscar algo na farmácia, ou estar presente em alguma reunião presencial no escritório da minha empresa em Novo Hamburgo.

Em saída essa semana, me chamou a atenção a ausência das marcas na rua. Aquelas familiares, que compunham o nosso ambiente, independentemente do horário comercial, dos estabelecimentos estarem fechados ou abertos, de ser noite ou dia.

Fui me adaptando, nas últimas semanas, ao deserto das ruas e às portas fechadas, mas a saída das campanhas dos outdoors e frontlight foi como que tivessem arrancado as árvores das cidades. Aqueles gigantes imponentes de ferro, esqueléticos. Não todos, mas o suficiente para chamar a atenção para a carência de cor. De personalidade. Dos acessórios da nossa cidade. Tipo avião sem asa, fogueira sem brasa…

Fui a Novo Hamburgo e voltei, empalidecida com o deserto da vida das empresas e das marcas nas nossas esquinas, ruas e rodovias. Mais abrupto do que não ver gente ou carros. Ou mesmo, fachadas de comércios sem movimento. Porque marcas são a vida do todo, não de um ou de outro. São a vida do sonho, do negócio, independentemente de, neste momento, termos que resguardar vitrines, equipes, serviços e estoques. As ideias e a presença, aquela que dá segurança, não estão em quarentena, e por isso são faltas tão sentidas.

Estou falando de cena, do nosso cenário da vida. Que não precisa de texto, de palavras. Que figura, emoldura. Daquilo que compõe o mundo no qual vivemos com cor e criatividade, além do verde das árvores e do grafite dos fios de alta tensão. Faltou o esboço poderoso da vida da nossa economia local e nacional. Senti a ausência da vivacidade dos nossos empreendedores, dos pagadores de impostos do nosso país, dos empregadores das nossas pessoas, e solucionadores de tantas das nossas demandas, desejos e sonhos. Das marcas que nasceram da nossa evolução enquanto comunidade e consumidores.

Senti falta.

Esse assado, o qual opera a H Mídia, no segmento de mídia, é tão importante como o churrasco para o gaúcho, anda sedento pelo sabor de exibir os lutadores daqui e de lá, locais e globais, na busca de fazer mais por essas marcas, por reposicionar, por ajudar a transformar, a comunicar, a chamar o mercado de volta, a recomeçar. E, brincadeiras e trocadilhos a parte, entre os aprendizados dos tempos de Covid-19, está a importância que tem a mídia exterior para o nosso palco físico. Este no qual circulamos, fazemos a vida acontecer e a vemos se movimentar através da comunicação livre, da mídia acessível, da exposição de soluções, propósitos e ideias, tão importantes para as nossas tomadas de decisão quanto às conexões que queremos estabelecer na vida. Nossas escolhas quanto ao que queremos usufruir desse mundo, ao que está em oferta por aí.

Um direito, e agora, uma saudade.

Nunca fez tanta falta o meio físico. Sentiram como eu? O digital sozinho, não alimenta. Essa já era uma questão debatida por aí. Mas agora, com tudo isso, virou uma certeza. Falta do toque, do olhar, do movimento, da presença física…

Fica o convite. Caros clientes, estamos fazendo falta lá fora 🙂

Juliana Silveira é co-founder da Dtail Gestão de Conteúdo e criadora do blog New Families, onde escreve semanalmente com um olhar de sensibilidade única sobre o recomeço da família após o divórcio.

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