A geração C é marcada pelo medo do vírus que nos ameaça neste 2020, e do confinamento oriundo dele. E o desejo de voltar ao cotidiano e ao contato com seus amigos viraram hoje um grande valor.  Também, com novas prioridades e ressignificação quanto as relações, rotinas e consumo.  Se havia tendências preexistentes e projeções para os próximos dez anos, a pandemia veio acelerar várias e propor outras, como por exemplo, uma nova “Geração C(oronavirus)”. 

Este consiste em grupo de crianças e adolescentes que aprecia muito mais o vínculo familiar, ativos nas responsabilidades dentro de casa e conscientes sobre a importância da higiene pessoal. Abertos a compartilhar mais momentos com seus entes queridos, desde a hora das refeições até um filme por streaming ou um jogo de mesa. Dessa vez, para eles, a fronteira entre o online e o off-line é nula, não fazem distinções. Ter aulas online e administrar seu tempo de estudo passou a ser habitual. Compartilhar momentos virtuais com amigos para uma partida de Fornite ou ver um show via YouTube já é um clássico.

E assim, como a nova geração C se digitalizou e ao mesmo tempo se humanizou, o comportamento geral de consumo foi afetado diretamente pela pandemia e as limitações que ela trouxe, acelerando um comportamento de consumo e interação multicanais, e exigindo das marcas e do mercado como um todo um raciocínio ágil e voltado a humanização desse processo. 

Parece confuso, mas não é. As pessoas das mais diversas gerações estão mais digitais. Identificaram vida, mesmo que “goela abaixo”, por conta das circunstâncias, nas plataformas de compra, comunicação, interação, conhecimento e lazer, oferecidas pelo meio digital. O entenderam, no passar dos meses, como um mundo possível e amigo. Aceleraram o seu conhecimento e desenvoltura no lido com o que é peculiar das ações “remotas”. Se apropriaram deste novo comportamento. Mas como tudo que é gerado pelo caos, esse novo processo demanda humanização a fim de consolidar o caminho, a escolha pelo consumo neste formato, este novo comportamento, para que seja “humano”.

As empresas estão se dedicando a repensar essa jornada, procurando conciliar novos marcos e indicadores de segurança, efetividade e fidelização. A intensa migração para a experiência digital tornou mais explícita a necessidade do aprimoramento dessa jornada, pois nem todo consumidor ou empresa estava habituado ao processo majoritariamente automatizado. Ficou claro que é preciso encarar um novo desafio, a “jornada infinita do cliente”. A que começa na pesquisa autônoma, na percepção, no conhecimento dos produtos e serviços muito antes do atendimento efetivo pela marca. Tornar esse caminho leve, comprometido, seguro e afetivo é missão nova e séria. Considerando que até uma “nova geração” nasceu destes tempos…

E a humanização é incontornável nessa conquista, o que, de verdade? É uma ótima, responsável notícia para o universo do consumo e para o nosso mundo, trazendo um mar de oportunidades e, se considerada a nossa humanidade, um processo de evolução dela também.

Juliana Silveira

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